LIVRO E FILME – ALTA FIDELIDADE

E ae?? Sentiram saudades? Eu também não… rsrs. Hoje vou falar de um filme que fala de livro que eu li e assisti. Oi?? Isso, estreia hoje uma nova modalidade aqui no “blógui”! LIVRO E FILME. Então clica em ler mais pra conferir!

Nessa nova modalidade Livro e Filme, vou tentar fazer um bem bolado e mostrar as diferenças e semelhanças que existem entre os dois formatos, até mesmo porque todo mundo já escutou ou falou “o livro é bem melhor que o filme”. Às vezes sim e às vezes não, mas o mais importante é que eu decidi fazer esse tipo de post. Hahahahaha!

O primeiro título que vou falar a respeito é também o primeiro  título que li e assisti (antes mesmo de Harry Potter), então vos apresento ALTA FIDELIDADE. Conheci o filme quando era adolescente, há uns 12 ou 13 anos atrás, passava direto na HBO e eu estava na minha fase de roqueirinho de calça rasgada, cabelo comprido pixaim e ensebado de creme, e como a história é indiretamente sobre musica acabou se tornando um favorito pra mim, logo depois de  Xuxa Contra o Baixo Astral e Lua de Cristal. J

Depois de alguns anos quando comecei a ler bastante e comprar livros, conheci um escritor inglês chamado Nick Hornby e qual não foi minha surpresa ao descobrir que este senhor tinha escrito o livro, que viraria filme, que viraria post em blog medíocre. INCRÍVEL!!!

SINÓPSE:

Rob é um cara já na casa dos 30, dono de uma loja de discos, a Championship Vynil, que acabou de ser deixado pela namorada Laura e está PUTASSO da vida e quando ela deixa seu apartamento (moravam juntos) ele começa a fazer um TOP 5 dos mais traumáticos términos de namoro de sua vida e a história se desenrola a partir daí, como a maioria das pessoas que já estiveram em vários relacionamentos, em dado momento da vida você vai se questionar e tentar entender que porra você está fazendo da sua vida.

Quem é fissurado por música, tente a se tornar extremamente metódico em todos os aspectos da vida, e Rob é exatamente assim, grande parte das análises de sua vida, as mais importantes incluem um Top 5, para elencar por ordem de importância os fatos de porque ele está na merda.

A primeira metade (ou um pouco mais) da história se desenrola no primeiro TOP 5 que disse acima e somos apresentados tanto em livro quanto em filme a flashbacks dos fatos. Inclusive essa é uma ótima dinâmica!

FIM DA SINÓPSE.

O livro é narrado em primeira pessoa  E O FILME TAMBÉM!!! Já no primeiro TOP 5, o Rob está falando com você, olhando para a câmera e não divagando num cenário fingindo que a câmera não existe, e é assim na maioria do filme, e quando não, a história continua sendo narrada por ele. Este tipo de filmagem está presente na série How I Met Your Mother e Anos Incríveis (narrativa) e em inúmeros filmes de Woody Allen (conversa com o espectador) Inclusive muito legal isso pois te mantem preso no filme.

O filme é de 2000 e o livro de 1995, então tanto o livro quanto o filme estão dentro do boom das comédias românticas, mas acho que por ser um cara contando a história, por envolver musica (rock na sua maioria) a parte do “filme de menininha” é beeem aliviada.

Na sua loja de discos, Rob tem 2 funcionários que “inicialmente foram pagos para trabalhar 3 dias por semana, mas começaram a vir todos os dias, sem aumento de salário, por vontade própria”, o que é bem plausível, se você é louco por música e tem alguns milhares de títulos a disposição para ouvir. Esses dois funcionários são o oposto um do outro em personalidades, são eles o Dick e o Barry. Barry é um ser extremamente caricato, cheio de gestos, trejeitos e tons diferentes de vozes enquanto Dick mal consegue ser ouvido quando fala, por ser extremamente fechado. No filme, o Barry é interpretado por Jack Black, que acaba se tornando um coadjuvante excelente para Rob.

Além dos inúmeros Top 5 que Rob faz (desde os fins de relacionamento até “as 5 melhores primeiras músicas de Lados A de discos ou de cd’s) a “metodicidade” de sua vida não para por aí, em certo momento (livro e filme) Rob reorganiza sua coleção de discos (que não é pequena) por ordem autobiográfica. Oi?? Ou seja, por ordem em que o disco foi comprado por ele. Ou seja, para achar determinado álbum ele tem que lembrar quando e o porque aquele álbum foi comprado. É retardado demais! E honestamente eu não duvido que exista gente assim no mundo.

Como eu já falei, a história mostra Rob tentando descobrir o que ele fez ou o que tem feito para que sua namorada terminasse com ele. Mas o que eu vejo é um cara meio cusão, egocêntrico, que quer tudo, mas não sabe o que quer. Isso é comprovado quando, em certo momento, ele quer a namorada de volta, mas está xavecando inúmeras garotas e puto da vida porque a ex está morando com outro cara.

OBS: mesmo achando ele um cusão eu ainda amo o filme e o livro.

Fazendo uma comparação geral entre o que “faltou” no filme, na verdade foi: nada, a adaptação foi bem trabalhada, Rob é interpretado por John Cusack (que também está na produção do filme) e alguns diálogos não estão lá e alguns do que estão não estão na mesma ordem do livro, mas ainda assim o encaixe é perfeito, e esses diálogos que foram cortados não são cruciais, na verdade foi até bom pois eram um pouco entediantes.

Uma coisa que eu gostei bastante foi que, inúmeros diálogos presentes no filme são cópias exatas do livro, então mesmo que estejam foram de ordem, você consegue “se achar”. Tipo “opa, isso tá no livro”.

Falando sobre a relação de Rob e seus funcionários, apesar de estar todo fodido, Rob é o menos perdedor dos três, pois foi o único que chegou a ter vários relacionamentos sérios, abrir seu negócio e ter uma de suas ex namoradas interpretadas no filme por Katherin Zeta Jones.

Algumas coisas divergem no filme/livro:

  1. No livro, a história se passa em Londres, o que dá uma cara “fria e cinza” à história, no filme, é em Chicago. Plausível se considerar os custos de produção em filmar em outro país. Na minha opinião, poderia se passar em Seattle, por ser sempre frio e trazer a tona o Grunge (que por natureza já é um estilo de música e estilo de vida depressivo).
  2. Tem uma apresentação musical no final da história, no filme, Black Jack canta “Let’s Get It On, que é o motivo de Rob e Laura terem um relacionamento. No livro não tem musica especial porra nenhuma.
  3. No filme, em algum momento do filme, Rob produz um álbum de dois adolescentes que tentaram roubar discos de sua loja. No livro não tem isso, nada disso, porra nenhuma.

Tem algumas outras diferencinhas, mas nada demais, obviamente para tornar o filme comercial, mas o que eu pesquei e que me incomodou foi isso.

Bom, o crucial da obra está aí, não lembro de muitas partes do livro pois comecei a ler o libro há uns 2 anos, e como já tinha lido parei na metade para dar atenção para outros livros e só agora que estou sem dinheiro para sair resolvi terminar.

Se você já leu ou assistiu Alta Fidelidade deixe seu comentário sobre o que achou, se concorda com o que escrevi, ou se não e o que acho desse formato.

Eu honestamente achei ó…. uma bosta! Mas como já tinha aberto a boca aos quatro ventos não quis dar uma de cusão. No meu rascunho acabei misturando varias partes, tive que rabiscar e voltar tudo. Um cu pra conferir… Por isso seu comentário vai ser muito importante, pois se gostaram, vou me empenhar para falar de outros títulos nesse formato.

Ah!!! Como é um filme que tempo a música como coadjuvante, a trilha não podia deixar de ser do caralho! Inclusive, numa das vezes que reassisti, achei a trilha e baixei.

Cruj, cruj, cruj, tchau!

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