07 – Livro – O Homem Que Matou Getúlio Vargas

Nome: Dimitri Borja Korozec.

Filiação: pai sério, mãe brasileira.

Marca de nascença: SEIS dedos em cada mão.

Ideologia: algo assim como uma espécie de anarquismo.

Profissão: assassino.

Vítimas preferenciais: líderes políticos.

Missões cumpridas com sucesso: Zero.

Hoje vou falar um pouco sobre a historia de um anarquista errante. Uma “comédia policial” de Jô Soares: O Homem Que matou Getúlio Vargas.

Nesta ficção é contada a história de Dimitri, também conhecido como Dimo ou Borjinha.

Já começo dizendo: o livro é bom, mas pode se tornar entediante. Tanto que levei quase um mês para acabar de ler, e nem é tão extenso…

A narrativa tem data no finalzinho do século XIX e início do século XX. Dimitri tem uma herança familiar bem peculiar. Sua mãe é brasileira e artista circense, faz parte de uma companhia italiana de circo que está em temporada na Bósnia. É lá que conhece o pai de Dimo, um “anarquista roxo” e assim nasce Dimitri.

Esquerdista até as bolas (literalmente), faz parte da confraria Poluskopzi, cujos participantes se mutilam retirando o testículo direito e comendo-o como gesto político (afffffe).

Seguindo os passos de seu pai, Dimitri entra para a “Mão Negra”, sociedade anarquista com o objetivo da unificação do povo sérvio. A fim de servir às causas do movimento, ingressa à Skola Atentatora, uma escola que forma assassinos e terroristas.

Alguns fatos sobre o “monobola” de esquerda:

  1. Como disse antes, Dimo nasceu com uma mutação genética, um dedo indicador a mais em cada mão.
  2. Apesar de suas intenções serem as mais nobres possíveis para com o movimento, é mais atrapalhado que este quem vos escreve, se isso não for referência, imagine a pessoa mais atrapalhada que você conhece, multiplique por 10, tire a raiz quadrada e adicione 5 à soma. Este é Dimo.

Podemos prosseguir.

Quando Dimo é enviado para sua primeira missão, missão esta que desencadearia a Primeira Grande Guerra, ele falha…

Ao tentar assassinar o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro ao trono austro-hungaro (figura histórica real), na sua sede e nervosismo, ele não percebe que está com seus dois dedos indicadores no gatilho. Isso não só impede o disparo, mas também não permite que ele corrija o erro, já que sua mão fica “entalada” à arma, dando a oportunidade para um antigo rival de estudo acertar dois tiros no pescoço do alvo… QUE CAGADA HEIN DIMO…

Falando um pouco sobre o livro no geral, Jô Soares escreve o livro sob um ponto de vista sensacional. Insere um personagem fictício em acontecimentos históricos reais, dando a este personagem condições de “quase” realizar um feito. Dimo recebe créditos pré e pós fatos verídicos que poderiam muito bem ter ocorrido. Sobre a trama, apesar do nome do livro, o Tulião aparece rapidamente em várias passagens, e apenas quando começa a se aproximar do final do livro é que Getúlio Varzea aparece com uma frequência maior.

Citando um exemplo disso, em dada ocasião, Dimo vira braço direito de Al Capone (barão do álcool nos EUA no começo do século XX. Para quem não sabe, “xx” significa 20 em algarismos romanos). Quando Capone estava sendo julgado por sonegação de impostos, coube a Dimo subornar o júri com milhões de dólares para que ocorresse a absolvição do réu.

CAPONE PEGOU 11 ANOS DE CÁRCERE PRIVADO.

Tudo porque Dimitri invadiu a sala do júri errado, e subornou as pessoas erradas, de outro julgamento.

É claro que nos autos da história isso não ocorreu, (e alguém como Capone, responsável por manter a população alcoolizada não deveria ser preso por fornecer um serviço tão valioso) mas poderia perfeitamente ter ocorrido.

Entenderam a sacada do gordinho que escreveu o livro??

A proposito, por três anos, meu apelido na escola era Jô Soares!

Você deve estar se perguntando: qual a relação do cara com dois dedos a mais e uma bola a menos com o super hiper mega blaster ditador brasileiro? E eu te respondo: LEIA O LIVRO!

Mentira, devido sua mãe ser brasileira, fez Dimo prometer em seu leito de morte que ele visitaria o pais nativo de sua mãe. Logo, depois de altas enrascadas por toda a Europa e Estados Unidos, DImo chega ao Brasil no momento em que Tulião estava fodendo todo mundo sem cuspe, aí seu espírito ditador falou mais alto e o resto é história.

Outra passagem interessante do livro é quando Dimo, quando ainda residente nos Estados Unidos, disfarçado de mulher, com o objetivo de matar o presidente Frank Roosevelt, escorrega numa casca de banana e, além de não conseguir sucesso no seu intento, atrapalha o camarada que estava prestes a fazê-lo.

Um fato interessante sobre esse livro é que Dimo sabe da vergonha que ele é a todos os anarquistas, ele declara isso em seu diário. No episódio da casca de banana, lê-se uma passagem de seu diário:

“O sorriso de Roosevelt, piteira entre os dentes, ainda perturba meus sonhos. Devem desprezar-me os deuses dos matadores depois que salvei minha própria vitima.”

Dimo não conseguiu realizar muito em sua vida, talvez se tivesse desistido de algo que CLARAMENTE não levava jeito para fazer, não ficaríamos com tanta pena do coitado (burro pá caralho) no final do livro.

O final é surpreendente, se quiserem que eu conte me mandem mensagem, pois sacanagem estragar o final do livro pra quem quer ler.

Bom, é isso. Desculpem a demora pra atualizar.

Até a próxima.

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