05 – Livro – Misto Quente

E aí, gente? agora o ano começou de verdade, né? Bom… não pra mim, pois tô de férias. Rs.

Hoje vou falar sobre um livro que tomei conhecimento recentemente, e que o fogo no rabo de ler foi tanto que furei a fila com ele.

Conheça neste post a infância do velho safado do primeiro post, Henry Chinaski, pra quem não sabe de quem estou falando, clique AQUI e leia.

Pra quem sabe do que eu tô falando, senta ae, faz um sanduba e curte o blog.

Eu sabia que não era inteiramente são. Também sabia, uma percepção que eu tinha desde a infância, que havia algo de estranho em mim. Era como se meu destino fosse ser um assassino, um ladrão de banco, um santo, um estuprador, um monge, um ermitão. Precisava de um lugar isolado para me esconder.

O título original do livreo é “Ham On Rye”, que a libre tradução seria algo do tipo “Pão Com Mortadela”. Este título retrata a pobreza na qual nosso protagonista vivia.

Misto quente é um tipo de livro não tem fim, não te dá um desfecho, não fica subentendido o destino do personagem. É um livro que mostra apenas a vida de uma pessoa por um determinado período de tempo, seus medos, dificuldades, preocupações, alegrias e tristezas.

Assim como em O apanhador no Campo de Centeio, vemos um Henry Chinasky, puto da vida, desde criança até os primeiros anos de sua vida adulta.

Desde sempre Henry teve uma vida desgraçada, com um pai 200% autoritário que castiga o filho surras diárias, e uma mãe sem voz ativa, acompanhamos o crescimento de Henry (ou Hank, como é chamado) desde sua primeira memória quando criança até certo ponto antes de se tornar o escritor comedor que vemos em Mulheres. Inclusive, neste livro conseguimos entender um pouco da origem do comportamento perturbado de Chinaski.

Bukowski consegue dividir os sentimentos do leitor entre “dó” e “que se foda esse imbecil”. Em alguns momentos é possível ver que “o moleque fez cócegas no sovaco de Cristo depois de crucificado”, pois é a única explicação para tamanha merda que é sua vida.

Já em outras partes, você quer mais é que ele se foda, por ser um adolescentezinho insolente de merda, revoltado, afastando até mesmo os amigos que o querem bem e tentam lhe ajudar.

Assim Hank vai sobrevivendo sua adolescência, fumando demais, bebendo demais e sendo discriminado por causa de sua classe social.

Vale ressaltar que a história se passa entre as décadas de 20 e 40, então a pobreza extrema e costumes do início do sécuulo XX  justificam alguns comportamentos dos protagonistas e coadjuvantes.

Em meio à ficção (que provavelmente foi a infância de muitos como Henry) temos fatos históricos como a Quebra da Bolsa de 29, o racismo que precede o nazismo e origem da KKK, além do descontento latente com o comunismo.

De fato é uma boa leitura, sem compromisso e que se houver o interesse em ler Mulheres, deve ser feito primeiro, pois assim se tem uma história contada de trás pra frente, que é um método bem interessante de apresenteção de fatos (X-men e Star Wars, por exemplo).

Ah! O “comedor” que vemos em Mulheres ainda não existe em Misto Quente, talvez por isso o garoto seja tão amargo…

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