01 – Livro – Mulheres

“Muito cara legal foi parar debaixo da ponte por causa de uma mulher.”Henry Chinaski

Esta obra não poderia ser melhor resumida senão com esta frase de abertura que encontramos na contracapa do livro.

No post de estréia dessa joça: Mulheres, um  romance cafajeste de Charles Bukowski (velho safado).

Ex-funcionário do correio e atual escritor de poesias, Chinaski faz laboratório da forma menos utilizada possível: vivendo sua vida!

Mas não vivendo a vida regrada com as responsabilidades do dia a dia, e sim da forma que GOSTARÍAMOS de viver: fazendo o que bem entende, a hora que bem entende e com quem bem entende. (Beber, cair, levantar, transas, repita)

Sinopse:

“Eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia pra cama com nenhu­ma mulher.” Este é Henry Chinaski, Hank, escritor, alcoólatra, amante de música clássica, alter ego de Charles Bukowski e protagonista de Mulheres. Mas este não é um livro convencional – nem poderia ser, em se tratando de Bukowski – no qual um homem está à procura de seu verdadeiro amor.

Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia – e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, Mulheres, o terceiro romance de Bukowski, é a essência de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem. Escrevendo em prosa, Bukowski poetisa a dureza da vida e nos dá uma pista: “ficção é a vida melhorada”.

Tendo lido a sinopse, vamos continuar. Se não leu, paciência… tenta acompanhar o texto ae…

Depois de seu “hiato” sexual, Chinaski começa a dar atenção às inumeras cartas de fãs “loucas da xereca” para conhecê-lo que recebe, e assim vai vivendo sua vida. Entre uma mulher e outra, ele consegue reunir material de pesquisa que serve muito bem pra sua escrita, o que atrai ainda mais leitoras fanáticas, virando um maravilhoso ciclo virtuoso vicioso.

Pra mim, isso é genialidade!  Velho, se você pensar bem, o fato de o cara pegar geral é justamente o que o faz ter AINDA MAIS ENCONTROS!

“Como que esse lazarento consegue se sustentar?” você me pergunta. E eu respondo: além de suas publicações Henry Chinaski é bem conhecido no meio literário,  e por isso é convidado frequentemente para fazer leituras de suas poesias em universidades e em encontros (coisa bem estranha, mas muito comum no passado) o que rende ainda mais ‘molieres’ a ele.

Devaneios a parte, Henry sabe que o esquema “pega mas não se apega” é frio, cauculista e devastador para a outra parte, e uma hora isso começa a incomodá-lo (cusão! traiu o movimento).

Minha percepção: o livro foi escrito em 1978, e mesmo tendo traços de ‘atemporalidade’ (essa palavra existe???) dá pra perceber que a história se passa nessa data. Esse fator só torna o livro mais interessante para quem está conhecendo agora, pois é possível fazer um contraste de como as relações interpessoais são hoje e como eram há 30 anos. Detalhe: em um país que estava em plena revolução comportamental na época.

Uma observação interessante: depois de ler o livro (para evitar spoilers) leia qualquer biografia resumida do Bukowski e verá que a possibilidade de ele ter apenas passado pro papel sua rotina diária e não produzido uma ficção, é 96,69%.

Gostou dessa baderna e quer comprar o livro? Tem aqui.

Bom… É isso!

Se leu até agora, não custa NADA descer mais um pouquinho e deixar um comentário dizendo o que achou da postagem (o livro que se dane, quero louros!). É sério!  O tamanho do texto tá bom? A linguagem tá boa? Fui desrespeitoso? Falaê que eu arrumo.

Abraços e até mais!

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3 comentários sobre “01 – Livro – Mulheres

  1. Ahhhhhh que máximo! Adorei! Muito bom MESMO! Sempre soube que vc escrevia bem, desde “pequena” eu sabia disso rs. Me deu vontade conhecer esse velho safado, rs. Vou ler. 😉 parabéns pelo blog! Já virei fã! Love you! 😉

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  2. Sensacional!!!
    Sim, você escreve muito bem. Sim, deu muita vontade de conhecer mais do velho safado. Sim, existe a palavra atemporalidade (eu acho!).
    Escreva mais que eu com certeza “vou estar lendo” sempre…..hahahahaha
    Beijundaaaa

    Curtido por 1 pessoa

  3. Parabéns pelo post e pelo blog. Legal!!! Claro, objetivo e com visão crítica. Não leio muitos livros, mas achei bem interessante seu comentário, pois foi abordado de forma leve e descontraída. Continue assim. Você tem talento! Bjs

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